Memória, dignidade e inteligência artificial: representações sociais do direito à imagem post mortem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/270098.19.2-11

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Direito à Imagem, Post Mortem, Representações Sociais, Direitos da Personalidade

Resumo

O avanço da inteligência artificial generativa ampliou as possibilidades de reprodução, manipulação e recriação de imagens de pessoas falecidas, intensificando debates éticos, jurídicos e sociais relacionados à memória, à dignidade e aos direitos da personalidade. Nesse contexto, a imagem post mortem deixa de constituir mero registro do passado e passa a configurar artefato digital reconfigurável, suscitando questionamentos sobre os limites tecnológicos da identidade após a morte. Sob a perspectiva da Teoria das Representações Sociais, compreende-se o direito à imagem post mortem como construto permeado por valores morais, afetivos, simbólicos e jurídicos. Partiu-se da hipótese de que a legitimidade da utilização dessas imagens envolve, além da proteção jurídica, aspectos relacionados à dignidade e à memória do falecido. Objetivou-se investigar a representação social do direito à imagem post mortem na era da inteligência artificial. Realizou-se pesquisa qualitativa com 20 participantes, cujos relatos foram processados pelo software IRaMuTeQ. A Classificação Hierárquica Descendente identificou cinco classes lexicais, posteriormente sistematizadas em três eixos interpretativos: ético-moral, relacionado ao respeito e à dignidade; relacional-afetivo, associado à família e à preservação da memória; e normativo-jurídico, referente ao consentimento e aos limites legais. Conclui-se que a inteligência artificial é representada de modo ambivalente, simultaneamente como possibilidade tecnológica e fonte de riscos, demandando parâmetros éticos, regulação jurídica e mecanismos de controle social.

 

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Biografia do Autor

  • Cinthya Amaral Santos

    Universidade Estadual de Goiás, Goiás, GO, Brasil.

    Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Professora RTIDP da Universidade Estadual de Goiás. 

  • Humberto César Machado

    Centro Universitário Alfredo Nasser, Aparecida de Goiânia, GO, Brasil.

    Pós-doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Professor do Centro Universitário Alfredo Nasser.

  • João Felipe da Silva Fleury

    Universidade Estadual de Goiás, Goiás, GO, Brasil.

    Doutor em Direito pelo UniCEUB. Professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

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Publicado

18/09/2026

Edição

Seção

Artigos PDF

Como Citar

Memória, dignidade e inteligência artificial: representações sociais do direito à imagem post mortem. (2026). Revista ESMAT, 18(2), 1-27. https://doi.org/10.29327/270098.19.2-11

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