A justiça de transição e o direito das vítimas
DOI:
https://doi.org/10.29327/270098.18.1-14Palavras-chave:
Justiça transicional, direitos das vítimas, direitos humanosResumo
Na presente pesquisa, realiza-se uma análise da justiça de transição no que se refere ao direito das vítimas. Além disso, são estudados os mecanismos alternativos à justiça penal e observa-se a importância das comissões da verdade, compreendendo-se a relevância desses elementos nos processos de reparação. Nesse sentido, os processos de transição abrangem diferentes mecanismos jurídicos, políticos e sociais, não se limitando à análise da persecução penal dos responsáveis pelos fatos. Também são abordados os direitos das vítimas, os quais devem ser satisfeitos por mecanismos que complementem os processos judiciais, seja no âmbito nacional ou internacional. A abordagem mostra-se relevante diante dos conflitos armados e das violações massivas e sistemáticas de direitos humanos em ambos os contextos. Recorre-se, ainda, à teoria da justiça distributiva, à tradição contratualista de Aristóteles e, mais recentemente, ao neocontratualismo, representado por John Rawls e sua obra Uma Teoria da Justiça (1971). No contexto de um processo de transição, questiona-se se é possível recorrer à distribuição da justiça como ponte para a justiça de transição e se uma é suficiente sem a outra, ou se seria mais viável recorrer apenas à justiça de transição, sem a utilização das teorias contratualistas.
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